terça-feira, 10 de junho de 2014

VIVER A LUXÙRIA



De tudo que há, 
Imploro nesse momento por coisa alguma, 
Por toda minha cina, 
Não quero você do lado de minha cama,
Você sem nenhum ressentimento
Perturbara em mim o medo de sentir que perdi!
Não essa noite, 
Não agora, ainda é cedo!
Deixe-me primeiramente procurar as horas perdidas,
Atravessarei em minha jangada desfalcada,
Todo esse lamaçal de sedução que me engana os olhos,
Eclodirei toda forma de mecanismo sentimental,
Desistirei do horizonte 
Ou simplesmente do não assumir o erro,
Todo simples ato impensado,
Todo o verbo amar
Conjugado sobre o efeito de entorpecentes, 
Será desfeito logo ao amanhecer,
Assim que os alardes do meu pesar badalarem,
Despirei meu coração de toda fraqueza, 
De escudo e espada empunhado,
O elmo de bravo soldado o protegerá, 
De toda singela forma que ousar se aproximar, 
Trancarei minha alma no submundo,
E somente a carne, 
Somente o pecado em mim,
Vagará por entre os escombros amorosos,
Viverei a luxúria, 
Viverei o capital pecado da carne!

Cleidin, 28,02,14

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