quinta-feira, 23 de maio de 2013

SÓ MAIS ESTA VEZ,



Entre tantos tombos
Eu vejo a indiferença no olhar
Aqueles moços ali...
Eu creio no que não vejo
Eu tento falsear
Fingir um efeito não tão raro, um arco íris
Comum demais até,
Porém há momentos errados
Para não se fazer aquilo que se julga certo
Bebamos água da fonte do traidor, então.
Façamos cara de contentamento, lânguido,
Então você desagua feito água da bica
Água que caiu do céu,
Transforma-se em lama
E dali, pensas, não! não há mais volta!
E de repente o sol se amostra radiante outra vez,
E evapora o liquido fatídico
Indesejável e já sem esperança
Torna-se então, novamente um elemento do ciclo
Outra vez, só mais essa vez,
Faça diferente agora!

Cleidin, 23/05/13

quarta-feira, 22 de maio de 2013

PENSAMENTOS I,



Só imaginando quando irei sentir seus lábios novamente,

Tocar sua pele,

Sentir teus seios encostarem no meu peito,

Suas coxas roçarem entre as minhas

Você suspirar no meu cangote

O arrepiar dos poros,

Diante de tua presença, algo enrijecer.

Enfim matar a saudade...

E esquecer o prejuízo!



Cleidin, 14/02/13

A DIFERENÇA ESTÀ AO LADO,



É aqui no escuro do meu quarto que eu me encontro...

Cheio de ideias alcoolizadas,

Rodeado de alguns clássicos literatos,

Teóricos da negritude

E um soprador que afasta de mim as muriçocas!


Penso que boas amizades,

Faz toda diferença pra quem vive em um mundo de indiferentes contradições...

Mentes tediosas

E que vivem no ócio criativo,



Nos momentos de não ter o que fazer tento criar,

Essas mentes certamente me entenderão...



Não são como tantas que,

Entre um clic e outro alimentam pensamentos escrotos,

Desejando, querendo, insinuando,

Planejando mudanças ou violações de acordos,

De contratos sociais firmados diante de fogueira de são João

Ou qualquer outro credo desprovido de maior fidelidade...



Cleidin, 13/03/13

SELVA DE FALSOS,



E nesse momento estou eu "Cá" sozinho

Olhando algumas imperfeitas moças passarem,

O tempo zunir, alguns insetos conversarem baixo...

O som que vem do poste atinge  insistentemente meus tímpanos,

Colegas e ex-amigos perambulam para lá e para cá à procura de overdoses de natal...

É simples e curto demais o dom de viver...

Ainda assim prefiro me encontrar "Cá" sozinho

Observar o tempo que insiste em se demorar!



Mesmo estando entre amigos sinto-me entre estranhos,

E imagino-me ausente de todos os bate papos perambulantes da roda...



Andando por entre pedras, estranhas,

Conhecidas, tortas, pontiagudas,

Por entre pedras que anseiam pela minha queda e desconforto.

Pedras tantas, zonzas também...

E eu, que tenho pernas curtas,

Dedos pequenos, olhos miúdos, mente não tão brilhante,

Piso devagar, já que sem pedras não há caminho,

E sem caminho não há destino!  



Cleidin em: 15/02/13

EU PREFIRO A SOLIDÃO,



Todo mundo,

Todo e qualquer ser humano precisa de um tempo,

Um momento só, um misero momento só!

Não é demais pedir por um uma coisa tão simples!?



Melhor estar só, mergulhado, afogado em pensamentos!

Que acompanhado de pessoas que não pensam!



Nesse momento, percebo que quero estar só,

Sentar em algum lugar, pedir uma dose de qualquer etanol,

Por os sentimentos a prova,

Expurga-los no papel através de tinta ou qualquer outro corante,

Mas logo percebo que não é tarefa fácil,

Transcrever toda a gama de pensamentos e sentimentos,

Que jazem de alguma parte da massa encefálica de um crânio porrista,

Percebo que o que deveria ser dito já não se encontra a disposição de ser escrito,

Já se acomodou em algum lugar do subconsciente,

As ideias que agora vigoram não dirá o que deveria ser!

Tenha certeza!

Tudo o que aqui foi escrito,

Não é o que você deveria ter lido!



Cleidin, 31/03/13