O clima
quente parece aos poucos querer ameaçar uma trégua.
Em fim uma
brisa rejuvenescedora ousa quase que timidamente ganhar nossos rostos.
Tão calma e
tão doce,
Parece
realmente resquícios de novembros passados!
Novembros
de outros tempos,
Novembros
de outras histórias, outras chuvas, outros desejos, outros sonhos!
Sonhos em
que nada se sonhou!
Histórias que não ficaram na mente da história!
Desejos que
nunca se realizaram!
As chuvas?!
Apenas as chuvas souberam molhar!
Apagar
todos os planos, desfazer um futuro de areia!
Novembros
passados,
Das cinzas
molhadas não ressurgiu ave mitológica,
Tão pouco,
esperança,
Ainda assim
o inconsciente mantém-se esperançoso e apaixonado!
Saudosista
que sofre,
Que respira
implorando a morte,
Sobrevive
na ânsia de enlouquecer,
Rí com
vergonha de si próprio!
Insuficiente
o presente, tão sem ambições futurísticas,
Resta-lhe
apenas o passado,
Passado que
na sua ingenuidade instiga-lhe ainda alguns instintos
Fascina-lhe, atormenta-lhe e o corrompe!
Os céus
azuis mentirosos pela janela ele observa,
E de
repente negros!
Os tempos
que há tempos estão encostados na varanda da vizinha!
Sem
lembranças de bons passados por ali,
Como se o
futuro fosse passado igualmente o presente que é!
Sem sortes
mutantes, sem filosofias transformadoras,
Sem
contrários travando uma revolução,
Será apenas
mais uma chuva de novembro?,
Então vamos
brindar o brincar de imaginar,
Registrar nas redes sociais!
Vamos
imaginar que vários outros novembros virão depois de vários outros outubros!
E até lá
muita boemia antes da chuva!
Cleidin, 05,11,13
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