sexta-feira, 18 de outubro de 2013

UM CARA SEM GRAÇA,



Eu nem sei mais viver,
Morri hoje as 8:00h da noite,
Andei por ae, vaguei com alguns dissimulados ignorantes,
Perdi porcentagens da minha razão,
Não absorvi nada nessa roda de amigos,
Um conteúdo futebolístico de amador em ascensão
Sinto-me tão disperso, tão distante desse raciocínio ilógico da minha lógica,
Que penso não mais ter poesia nessa minha incomum rotina,
Peço a conta do porre ingerido,
É tão sem graça quanto a desgraça que vivo!
Caríssima essa boêmia!
Não há cientificidade nesse discurso, eu não me encontro,
Mas quase morto ainda suspiro,
Imploro por um assovio que me desperte disso tudo,
Psicológicos diferentes talvez! Eu me pergunto!?
Tão sim, outrossim, nada e tudo!
Já somam 22:57min, os alardes são os mesmos,!
Penso na amada, na vida, na família, enxergo apenas o que não quero ver!
Por um instante tento ler pensamentos, eu viver o outro!
Mas nunca me encontro!
Nunca!
Então anseio a morte
Em um mar das mais lindas orquídeas!
Das mais cheirosas fragrâncias,
Quem sou eu?
Sou um plebeu?
Um pobre?
Um burro?
Um rico?
Um nada a ver com porra nenhuma?
Um cara sem cara que convença a crença socialmente sem graça!?
Um porre?
EU SOU PORRE!
EU SOU UM PORRE!                               

Cleidin,11/out/2013

FORA DE FOCO,



Fotografo algum fez questão de bater um retrato meu hoje!
Percebi que não sou tão importante,
Nem minha joia que ri do meu lado, sempre linda mereceu atenção!
Deveras, afinal não há realeza conosco!
Não questionaram nossa boa vontade,
Afinal o que vale nesse vale de interesses!?
Talvez o real, o status social,
O make caro,
O vestido envolto de volúpias do ateliê da elite, 
O salto 15 cm de Cinderela,
O carrão do ano,
Dinheiro no bolso,
Amigos ou qualquer companhia “importante” no fim de semana!
O ANUS PRA LUA!
O corpo presente, simplesmente conta como volume,
 Soma na festa caras e vislumbres diferentemente notáveis,
Não interessa uma massa sem conteúdo
Sem elegantíssima aparência,
Fica desdém na roda de “sábios intelectuais”,
Talvez por isso não ousaram bater minha fotografia
Minha aparência externa me condena
Não fizeram do meu momento um momento, não me notaram na multidão.
Esqueceram-me no anonimato!
Reconheceram apenas minha estatura mediana e sem berço,
Desdenharam da minha boa vontade,
Que boa vontade?
Só se reconhece o que se tem!
Aprumado em folhas enumeradas
Eu desconheço ainda minha herança!


Cleidin, 04/out/2013

DESFAVORAVEL DESTINO,




       
Ao som de muito reggae, tarde e noite regados a álcool e companhia se esvai!
Incomodado por alguns MSN’S de Diceia Lívia
Carregados por palavras que perguntam desconfiança,
Cobranças e memorias quase póstumas,
Nunca mortas, nem esquecidas!

Bela da tarde, já quase noite,
Semelha lembrança de algo que jamais vivenciei!
Maculados por suspeitas, sem esperança.

E quase sem motivos para sentir-me culpado!
Doravante há uma mente apaixonada, que labuta em não tentar me compreender,
Ainda que o erro mesmo sem provas me culpe!
Se, fiz! Não fiz! Pensei, reagi, regredi, não pequei!

Há algo que não o sei ser, nem anseio tentar, será demais para o meu ego!
Tantas ações e casos presencie, vivi!                       
Concluo que não estou sendo descrente nem carrasco,
Ninguém merece ser machucado por amar, nem por amor!
Só estou tentando ser o que planejei antes muito de algumas situações.

As coisas mudaram, a realidade é outra,
Dificilmente serei o que sonhei!
Mas tentarei ser o mínimo possível disso tudo,
O destino feito covarde apunhalou-me pelas costas,
Mas não me levou ao óbito!


Cleidin, 28/set/2013

FUTILIDADES



Que papelão!
Exclamou uma moça sobre minha atitude em uma certa ocasião!
Como que quisesse chamar a atenção dos presentes ali, para acentuada exclamação!
Sinceramente percebi que a intenção da moça tinha essa finalidade!
E eu? Bom, Com toda minha razão não achei que tenha sido tudo isso, afinal nem ouro era diante do vexame e desconsideração por que passei, uma simples taça de vidro!
Eu não valia nem cacos!?
- BOM ISSO É O QUE EU PENSO!
Mas...!?                                                                  
Há ele estava alcoolizado creio que concluíram!
Bahhhh...
Foda-se os julgadores, agi a minha maneira, com a emoção e a razão que o momento me exigiu, com todo o direito que a constituição me assegura!
Sociedadezinha de merda, que insiste em controlar nossas ações!
Manter-nos dignamente fieis as suas normas morais e étnicas aceitáveis!
- EU NÃO SOU OBRIGADO A SEGUI-LOS!
Falsos colegas... Cidadãos metafóricos, ambíguos, bajuladores!
Povinho que não ousa extravasar suas vontades, que não consideram as próprias angustias, não vivem verdadeiramente!
São famosas “Marias vão com as outras”, alienados de carne e espírito!

                                                                 
Cleidin, 19/set/2013