Eu nem sei mais viver,
Morri hoje as 8:00h da noite,
Andei por ae, vaguei com alguns dissimulados ignorantes,
Perdi porcentagens da minha razão,
Não absorvi nada nessa roda de amigos,
Um conteúdo futebolístico de amador em ascensão
Sinto-me tão disperso, tão distante desse raciocínio ilógico
da minha lógica,
Que penso não mais ter poesia nessa minha incomum rotina,
Peço a conta do porre ingerido,
É tão sem graça quanto a desgraça que vivo!
Caríssima essa boêmia!
Não há cientificidade nesse discurso, eu não me encontro,
Mas quase morto ainda suspiro,
Imploro por um assovio que me desperte disso tudo,
Psicológicos diferentes talvez! Eu me pergunto!?
Tão sim, outrossim, nada e tudo!
Já somam 22:57min, os alardes são os mesmos,!
Penso na amada, na vida, na família, enxergo apenas o que não
quero ver!
Por um instante tento ler pensamentos, eu viver o outro!
Mas nunca me encontro!
Nunca!
Então anseio a morte
Em um mar das mais lindas orquídeas!
Das mais cheirosas fragrâncias,
Quem sou eu?
Sou um plebeu?
Um pobre?
Um burro?
Um rico?
Um nada a ver com porra nenhuma?
Um cara sem cara que convença a crença socialmente sem
graça!?
Um porre?
EU SOU PORRE!
EU SOU UM PORRE!
Cleidin,11/out/2013