terça-feira, 10 de junho de 2014

DEPOIS DO CARNAVAL



Enfim o último dia depois de tudo,
E que as lamentações comecem!
Que o sentimento de perda reine no coração dos infiéis, 
Que a sensação de estar morrendo,
Transforme-se em dor crônica, agudíssima!
Que os amores trocados por quatro dias de folia 
Encontre outros amores,
Que a inadimplência multiplique!
Que o remorso e o arrependimento lhe façam um cafuné!
Adormeça sobre sua ressaca,
Esqueça que lembrou do caldo de mocotó,
Sinta-se solitário e embriagado,
Perceba sua boca seca implorando por sua cama quente!
Seu fígado queimando mendigando algo gélido! 
Sua cabeça pesando e banbeando seus passos,
O caminho de casa que de repente tornou-se tão distante,
E imagine que ano que vem,
Você repetirá a dose! 
Pule homem é carnaval!
Vamos brincar de tentar viver!
Só não vale morrer sobre o próprio vômito!

Cleidin, 05,04,14

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