Eu te mataria se vc deixasse,
Eu foderia sua vida se não fosse meu alter ego,
Assassinaria minha própria vida!
Beberia da sua sede só para tentar te entender,
Porém respeitaria os excessos!
Seria capaz de abrir o seu crânio,
Mergulhar entre seus miolos,
Comer o banquete de púrpuras migalhas,
E sentir o gosto da sua amarga vida!
Renascer no seu mundo mesquinho,
Indiferente as letras do ceifador!
Decifrar as imagens póstumas no fim de tudo!
Teu tudo é nada que é viver!
Asneiras descabidas de seu momento aflito,
Conflito enérgico de tua falta de razão!
Perdão antes da meia noite,
Entender o porquê da calmaria,
Antes de entregarmo-nos ao prazer!
Luxúria! Luxúria!
Eu foderia antes de tudo, tua concupiscência!
Seria mais fácil e indolor satisfazer tua suspeita,
Do que escrever esses versos!
És um desconexo labirinto na minha calmaria,
Meu medo e meu desejo!
Um verbo inconjugável!
Desconhecido entre os especialistas,
Pecado capital, o mal sem oposição!
Pedaço inseparável de minha vertigem,
Minha morte e minha morte!
Meu último gole de loucura!
Cleidin, 17, 05,14
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