quinta-feira, 25 de julho de 2013

O TEMPO,




No meu trabalho, passo algumas horas.
As horas lá parecem não passar
Eu vejo a lentidão das horas
O tempo simbora!
Eu vejo as horas
Não percebo o tempo
As pessoas passam
Não ouço os passos
O marca passo marca as batidas por algum tempo
A hora marcada atrasa o tempo
As pessoas param no tempo
Algumas horas passam lá no meu trabalho
O relógio para, o ponteiro para.
O tempo, porém não para.
Os passos perpassam as horas
Não se preocupam com o tempo
O tempo!
Há! O tempo!
O tempo absorve toda sapiência!
É só questão de tempo.

Cleidin, 22/07/13

terça-feira, 16 de julho de 2013

BATE-BARBA



Agorinha sentei, parei, pensei
Nada me veio à cuca
Pensamento algum me veio poéticar
Queria de verdade algo pra você ler

Pensando, e pensando mais um pouco.
Penso, que estou pensando ainda pouco!
Mas daqui a pouco quem sabe
Os pensamentos batam na minha porta feito loucos?

Loucos paranoicos, ligeiramente os atendo.
Ao vento não os jogarei, pois não há quem sinta.
Sendo que não são pancadas indirecionadas
São ideias, escreverei.

Ideias tantas, que para tanto, não há tantos.
Se há! Não os vi não os conheço
Se quiseres entender, entenda.
Se não doutor, viva com essa contenda!

Cleidin, 13/06/13

PERPLEXIDADE



E eis uma curva lá no meio da onda
Uma onda ali nas proximidades da curva também
Uma expectativa metafórica se mostra
A um espectro impotente que observa

Eu sou talvez tu!
Fajuto enganador de contradições
Amante anacoluto, sem querer das tenras letras.
Uma incoerência perplexa.
No perplexo meio da curva da onda

No entanto, mesmo sendo alma.
Conquanto divago ao sabor abrupto da brisa que me toca
Nas infinitas madeixas azuis claras dela, escorrego.
Ela que porquanto é a caravela
Que leva e releva em tantos afogamentos de absurdos
Minha tripulação de pensamentos inconformados.

Ela! Penso eu, é mais titubeante que a própria onda.
Talvez mais do que meu próprio eu,
Mas conformado no meio de tanta agua e curva
Ela aparece sempre desnuda
O espectro, TCHIBUM!

 Cleidin, 06/07/13