Sai em disparada
Enquanto meus olhos sangravam,
De ódio, por amor e dor!
O vento não tocava meu rosto,
Pos senti-me lâmina
Deixei para trás o motivo momentâneo do desgosto
Implorando e jurando na mais bela encenação de arrependimento,
Atrás de uma dança mais íntima me vi a beira do fim,
Metamorfosicamente, tornei-me um espectro,
Solitário às 2h da madrugada
Cego pelo fenômeno neblinatico,
Posei ainda para uma foto a beira do lago gélido e solitário a minha frente,
Enquanto os outros noturnos
Preocupavam-se apenas
Em maltratar os próprios tímpanos,
Num infernal embate de potências sem sentido,
Então em disparada novamente errei pelo descompasso,
Alcoólico e cambaleante de minha vértebra,
O arrependimento tão forte quanto o vácuo do vento
Rasgou-me internamente,
E sem querer sentir,
Percebi o quanto não sou o que queria poder ser!
No retrocesso avistei ainda, Um ponto de chegada,
E um ser abandonado pelos princípios da alteridade,
Da crença que move os passos do reflexo, da humanidade!
E acabei esquecendo,
O que significa bom comportamento da reciprocidade!
Cleidin, 06, 04, 14
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