quinta-feira, 7 de agosto de 2014

SENTIDOS EMBAÇADOS,,


Por algumas horas no que parecia eterno,
Senti-me perdido e sem companhia verdadeira,
Não tinha com quem compartilhar ,
Todo o forjar incrédulo de minha mente!

Vaguei por terra atrás de um ser timidamente compatível,
Ou que estivesse disponível a ouvir meus falsos risos,
Meus movimentos trejeitados e,
Confusos!

Encontrei-o,
Divagamos a procura de sossego em Marte,
Enchemo-nos de uma bela e desconhecida arte,
Assaltamos,
Dopamos os pulmões com naturalidade,

Percebíamos na escuridão imagens regurgitando sinistralidade,
Onde talvez não existisse nada além de nossa imaginação,
Ou de fato estivesse lá,
Fitando-nos com um olhar tenebrosamente nítido!

Deserta, a cidade mostrava-se embriagada e escura,
A luz sóbria e tão presente,
Por infinitos momentos mostrou-se distante, extinta,
Perdemos a hora do arrebatamento!

Mas...
Apetitosamente sentíamos a vida no paladar de nossa fome,
Uma brisa fria mais que o gelo refazia-nos na noite,
Até o distante e doloroso momento,
Em que adentrei cambaleando a imensa escuridão do meu quarto,
Duvidando com todo prazer da realidade!

Cleidin, 17,06,14

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