sexta-feira, 18 de outubro de 2013

AUSENTE



É complexamente simples, destoante.
Que o meu modo de conjecturar
Não te faças sentir prazer, gozar, esguichar,
Já me disseram que meu comportamento é hostil e Indubitável!

Ausente e despercebido, incontável até o meu piscar!
Perdido sempre!
Por entre indagações próprias e imperfeitas conclusões

Por não ter a malícia do bom amigo
Uma consciência me acusa insistentemente, me condena.
Crucifica-me,
Sangra-me sem pesar!

Minha pobre rica alma
Morrendo sem germinar, desafinada.
Sem desempenho de ator principal, vivendo sem o ar da graça.
Sem graça, desgraça!
Contraindo-se sempre diante de qualquer presença
Banhada sem cor, nula, incolor.
Apenas no silencio e na solidão reluz!

Foges de mim!
Induzi-me ao erro, ao nada, ao tudo.
Embarca-me numa viagem lunática sem volta
Uma viagem sem final feliz, sem abstratos concretos.

Diz-me outra consciência então!
Não vale mais ser escravo da própria demência
Chega de permitir que o medo visite os escombros que ainda restam
Que a náusea do vomito acabe com a festa
É hora de abandonar a vida nas sombras alheias
Não há razão para vagar por ae, qual alma penada,
De ludibriar a própria vontade.
A verdade e a sorte que me induz a decepção.


  Cleidin, 17/08/13





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