terça-feira, 16 de julho de 2013

PERPLEXIDADE



E eis uma curva lá no meio da onda
Uma onda ali nas proximidades da curva também
Uma expectativa metafórica se mostra
A um espectro impotente que observa

Eu sou talvez tu!
Fajuto enganador de contradições
Amante anacoluto, sem querer das tenras letras.
Uma incoerência perplexa.
No perplexo meio da curva da onda

No entanto, mesmo sendo alma.
Conquanto divago ao sabor abrupto da brisa que me toca
Nas infinitas madeixas azuis claras dela, escorrego.
Ela que porquanto é a caravela
Que leva e releva em tantos afogamentos de absurdos
Minha tripulação de pensamentos inconformados.

Ela! Penso eu, é mais titubeante que a própria onda.
Talvez mais do que meu próprio eu,
Mas conformado no meio de tanta agua e curva
Ela aparece sempre desnuda
O espectro, TCHIBUM!

 Cleidin, 06/07/13



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